Como amante de séries e filmes, inauguro minha coluna de críticas cinéfilas.
Para começar, quero falar da série que acabei de assistir: A Garota do Remo.
Crew Girl (A Garota do Remo) é uma série canadense que estreou no catálogo da Netflix no dia 10 de setembro de 2026.

A série começa com o pai de nossa protagonista, Teagan Tao, interpretada pela atriz canadense Miku Martineau. Ele é dono de uma rede de hotéis que está indo à falência e, para manter o padrão de vida de sua família, dá um golpe em diversos investidores da cidade. Quando descobrem, ele desaparece da vida de todos, inclusive da esposa e da filha.
As duas, humilhadas, mudam-se para a cidade natal de sua mãe. Teagan é matriculada na mesma escola em que seu pai estudou e que, até alguns anos atrás, era exclusiva para homens.
É a partir daí que o enredo começa. Nada muito diferente de outras produções do gênero: a garota nova sendo perseguida, sofrendo bullying e sendo exposta por causa da situação de seu pai. Em paralelo, sua família enfrenta problemas financeiros, enquanto Teagan quer entrar para a equipe de remo, que é exclusiva para homens. Depois de umas boas dicas, ela consegue entrar, conquista os remadores que a odiavam e vive um triângulo amoroso entre seu rival rico e o carinha bacana de baixa renda.

A série tem potencial, principalmente para quem curte, como eu, esse estilo mais “teen”, com dramas adolescentes, romances, brigas e intrigas.
O diferencial desta típica série de “menina rica que fica pobre e vai para uma escola de gente rica” é que essa virada não atinge tão diretamente a protagonista. Ela não me parece se importar, de fato, com seu status social. Isso já demonstra certa maturidade que eu, por exemplo, não teria.
Ela consegue cativar cada pessoa que antes a desprezava. Isso é interessante, pois se vê uma proteção e a conquista de um lugar. Lugar esse que a coloca como protagonista da própria equipe que antes a queria longe.
Existem séries e séries, filmes e filmes. Essa série, eu diria, é ideal para assistir enquanto trabalha, estuda ou arruma a casa. É uma série teen, não tem grandes questões que exijam que você fique olhando atentamente, mas, mesmo assim, prende sua atenção.

Não direi que é uma série clichê, mas também não é nada muito “diferentão”. A gente aprende a gostar da protagonista, torce por ela, a entende e vibra com suas conquistas. Mas algo me deixou deveras estarrecido e completamente indignado.
Estava assistindo à série atentamente, e a evolução estava maravilhosa. Não entrarei em detalhes, pois ninguém gosta de spoilers. Ops, ninguém, talvez não. Eu sempre vou atrás do final antes de a série acabar. A minha ansiedade não me permite esperar, mas respeitarei meu caro leitor, que não terá esse desgosto e poderá sempre voltar.
Enfim, no desenrolar de tudo, os acontecimentos vão ganhando força e, justamente naquele momento em que você para tudo e pensa: “Agora vai!”, a série simplesmente termina. Sim, na melhor parte. E ainda nos deixa com uma frase: “Em breve, uma nova temporada.”

Minha nota: 8 de 10.
Sinceramente, a minha vontade era dar um -10 para essa série, mas, como não sou um escritor rancoroso e pelo fato de a série realmente ser boa, darei um 8.
Vamos ver se a segunda temporada me cativa a ponto de eu poder dar um 10.
Ver mais de Crítica Cultural